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A HISTÓRIA DOS BATISTAS

 

Após a reforma religiosa na Inglaterra, quando foi estabelecida a Igreja Anglicana, em 1534, surgiu o movimento denominado Puritano. Entre tais puritanos havia alguns grupos que defendiam um sistema eclesiástico congregacional, o batismo voluntário e a separação da igreja e estado por influência dos Anabatistas, movimento surgido em 1525. Entre essas congregações separatistas destacava-se a de Gainsborough, liderada por John Smith e, mais tarde, por Thomas Helwys. Pouco depois, em 1640, outros separatistas de teologia calvinista passaram a pregar o batismo por imersão como a forma simbólica ensinada no Novo Testamento e a melhor maneira de representar o novo nascimento. Assim, em 1644, a confissão de fé desses grupos, já conhecidos como Batistas, registrava um calvinismo moderado, o sistema eclesiástico congregacional, o batismo voluntário por imersão, a separação entre igreja e estado e a liberdade religiosa. Os batistas modernos nasceram, então, dos separatistas ingleses em conjunto com os imersionistas surgidos posteriormente e ambos defendiam uma herança de princípios Anabatistas.

OS BATISTAS NA AMÉRICA DO NORTE - Com a chegada dos colonos ingleses em terras norte americanas, na sua maioria em busca da liberdade religiosa que não possuíam no velho mundo, tem início a obra Batista no novo continente. A denominação Batista americana expandiu-se muito mais no sul dos EUA, onde encontra-se atualmente a maior convenção Batista do mundo, a do Sul, a qual pertence a Junta de Richmond, que enviou os primeiros missionários ao Brasil. Os Batistas norte americanos possuíam, então, uma teologia calvinista, um padrão de vida puritano e uma eclesiologia landmarquista (movimento radical e extremista que via nos Batistas os únicos descendentes dos cristãos do NovoTestamento).

OS BATISTAS NO BRASIL - Thomas Jefferson Bowen era missionário americano na Nigéria, África, trabalhando entre os nativos da tribo Yorubá. Depois de algum tempo na África, retornou aos EUA e foi enviado em 1860 para o Brasil, uma vez que muitos escravos que falavam o dialeto yorubá, (língua corrente entre os negros traficados) podiam ser alcançados. Oito meses depois, devido a problemas de saúde e pelo impedimento das autoridades de pregar o evangelho, visto que sua mensagem se distanciava dos ensinos católicos, até então a religião oficial do país, Bowen precisou retornar ao seu país, desta vez em definitivo. Tempos depois, um grupo de colonos norte americanos, sulistas derrotados na guerra entre o sul e o norte (1859-1865), desembarcou no Brasil, em Santa Barbara do Oeste, SP. Grande parte destes colonos eram de origem protestante e em 10 de setembro de 1871 eles organizaram a Primeira Igreja Batista em terras brasileiras, sob a coordenação do pastor Richard Ratcliff. No início os cultos ainda eram em inglês, o que afastava os habitantes locais. Os primeiros cultos em português só ocorreram dez anos depois, com a chegada ao Brasil do missionário William Buck Bagby e sua esposa Anne, que rapidamente aprenderam o português, no Colégio Presbiteriano de Campinas. Um dos instrutores do casal foi o ex-padre Antônio Teixeira Albuquerque. Sacerdote católico na província de Alagoas, ele converteu-se ao protestantismo sozinho, ao estudar a Bíblia. Depois de abandonar a igreja de Roma, o ex-padre peregrinou pelo Brasil até chegar a Campinas, onde tornou-se o primeiro brasileiro a ser consagrado pastor batista. A conversão do católico, contudo, foi uma exceção. Falar do Evangelho naqueles dias era motivo de perseguições e, até mesmo, espancamentos. Tudo por causa da intolerância religiosa patrocinada, principalmente, pela Igreja Católica. Certa vez, o casal Bagby estava realizando um batismo numa praia do Rio quando foram interrompidos pelos gritos de “hereges” por uma multidão enfurecida. William foi detido por um homem que afirmava estar cumprindo ordens do chefe de polícia. Na verdade, a prisão fora ordenada por um padre, irritado com o trabalho dos missionários batistas. A situação só foi contornada graças aos jornais da cidade, que descobriram a artimanha e publicaram reportagens condenando o comportamento das autoridades. A repercussão foi tanta que a polícia acabou sendo forçada a dar cobertura aos cultos dos crentes. Naquele mesmo ano de 1881, o casal Bagby, auxiliado por outra dupla de missionários, Zachary e Kate Taylor, deram sequencia ao seu plano evangelístico e decidiram pregar nos grandes centros urbanos do Brasil. Para tanto, viajaram até a Bahia e no dia 15 de outubro fundaram a primeira Igreja Batista do Brasil, em Salvador - na época, a segunda maior cidade do país, com 250 mil habitantes. O sucesso do trabalho no Nordeste encheu William Bagby de coragem, e ele resolveu vir para o Rio de Janeiro, onde fundou uma congregação no bairro Estácio que, logo de início, conseguiu a adesão de quatro pessoas. Com a abertura do campo missionário brasileiro através do sucesso de Bagby, as organizações batistas americanas resolveram investir. Os obreiros americanos que aqui chegavam traziam consigo o modelo de igreja que conheciam na sua terra natal, implantando a estrutura eclesiástica americana. Além da estrutura cuidadosamente organizada, as igrejas brasileiras fizeram questão de manter o modelo congregacional de governo, caracterizado pela autonomia de cada igreja local – uma marca dos batistas que predomina hoje. Com o tempo, as comunidades foram adaptando seus costumes à realidade brasileira, mas sempre mantendo a identidade. À medida que as igrejas batistas se multiplicavam surgiu a necessidade de reafirmar o ideário do segmento. Essa tradição ideológica jamais se perdeu no tempo, graças à estratégica propagação através de publicações como livros, Bíblias, revistas de estudo e jornais. A tradição batista legou aos evangélicos brasileiros outra preciosidade: o Cantor Cristão, que eternizou centenas de hinos cantados até hoje por crentes de todo o país. Da primeira edição, de 1891, até hoje, as páginas do Cantor têm sido fonte de louvor e inspiração. Dos hinos do acervo, mais de 100 foram compostos ou traduzidos pelo missionário e músico judeu polonês Salomão Luiz Ginsburg, que viveu 37 anos no Brasil. Ginsburg é considerado por muitos o mais importante hinologista brasileiro. Mas também foi um evangelista de visão avançada para o seu tempo. Coube a ele o mérito de ter sido o primeiro a imaginar uma associação que agrupasse todas as igrejas da denominação em 1894. As ideias de Ginsburg acabaram influenciando a história de Igreja Batista Brasileira. Como as congregações do início do século não tinham condições de sozinhas, alcançar todo o território brasileiro e o exterior, em 1907 surgiram duas grandes entidades missionárias: a Junta de Missões Nacionais (JMN), e a Junta de Missões Mundiais (JMM). Hoje, esses departamentos contam com quase mil missionários espalhados pelo Brasil e pelo mundo todo. Também no início deste século, as igrejas passaram a se agrupar nas chamadas convenções, com o objetivo de gerir causas comuns como o trabalho de missões e a manutenção de seminários, orfanatos, asilos e colégios. Essa estrutura ampliou-se, buscando a cooperação entre as igrejas. Surgiu assim a CBB – Convenção Batista Brasileira. (Texto retirado da internet a partir de um resumo da obra BREVE HISTÓRIA DOS BATISTAS de J. REIS PEREIRA)

 

 

O MARCO DO EVANGELHO NO MARANHÃO

 

O Estado do Maranhão, situado no oeste da região nordeste, possui uma extensão territorial que ocupa uma área de 331.983.293 km2, e uma extensão territorial de 640 quilômetros, caracterizado como o segundo maior litoral brasileiro. O estado do Maranhão tem como limites: ao norte - Oceano Atlântico; ao leste – o Estado do Piauí; ao sul e sudoeste – Tocantins, e ao oeste – Pará.

É o único estado da região nordeste que detém imensa parte de sua área coberta pela floresta Amazônica, onde ainda temos a oportunidade de contemplar importantes áreas de proteção ambiental. Quando do início da implantação de ação evangelística, o acesso ao estado era feito somente através dos meios de transportes marítimos e /ou fluvial. Daí os cuidados do Senhor para com o nosso estado pois, pelo evangelho ter chegado ao estado do Pará que o nosso estado foi alcançado, iniciando pelos seus igarapés.

A ação missionária no solo maranhense foi iniciada em 1908 através de Erik Alfred Nelson, sueco de nascimento, filho de André e Ana Maria Nelson. O início de sua atuação missionária nos dá conta de que o evangelista Erik Alfred Nelson para os brasileiros maranhenses, um desbravador, foi cognominado de “o Evangelista Eurico Nelson”. Chegou a bordo do navio chamado “Esperança” em 19 de novembro de 1891 e desembarcou em Belém do Pará. O início de sua atuação evangelizadora foi marcado por um período de enfermidade, isto devido a região amazônica vivenciar um período de doenças mortais, como: varíola, febre amarela e cólera.

Movido pelo Espírito Santo, Eurico Nelson usou os rios da Amazônia fazendo destes, sua melhor avenida. Usando o navio “Luz da Amazônia, transporte adquirido pela misericórdia de Deus, o evangelista adentrou a selva e através dos igarapés e braços de rios, aportou em solo maranhense aos 26 dias de dezembro de 1907.

Após dezesseis anos de trabalho Eurico Nelson chega à ilha de São Luís, atraído pelo clima saudável, propício à sua recuperação, onde inicia um trabalho de pregação do evangelho. E assim, com alegria e fervor passa à divulgação da palavra de salvação, tanto é que, após cinco meses de trabalho, é organizada a primeira Igreja Batista no Maranhão na data de 23 de maio de 1908, constituída por 09 membros, onde lá estavam os irmãos vindos do Pará, Paulo Barros e Manoel Gomes dos Santos, sendo este último eleito o primeiro pastor da nova igreja. O Evangelista Eurico Nelson plantava igreja e, após este ato concretizado, ia em busca de outra frente missionária para divulgação da palavra que liberta o homem da condenação eterna. Utilizando esta estratégia aos trabalhos por ele plantados, nos anos de 1908, 1911, 1913 e 1916 esteve fazendo a ação de acompanhamento à Primeira Igreja Batista organizada no estado do Maranhão. No ano de 1910 estava à frente do trabalho, o Pastor João Torres Filho, pelo que registramos como progresso a criação e organização da União de Mocidade, Escola Bíblica Dominical e, com muito êxito, a Sociedade de Senhoras.

Em primeiro de março de 1911 a Primeira Igreja Batista conduziu ao pastorado da igreja o irmão João Ramos de Castro. Neste período a Igreja já estava vivenciando a prática de expansão da evangelização nos povoados de Bacanga, Maracanã e Furo. No ano de 1912, o relatório da Primeira Igreja, publicado em O Jornal Batista, menciona a realização de 7 batismos, 3 reconciliações, 2 falecimentos, 1 demissão por carta e as contribuições financeiras da Igreja, da Escola Bíblica Dominical e da Sociedade de Senhoras. Assim, o trabalho batista no Maranhão, coordenado pela Convenção Pará/Maranhão, já estava consolidado. Merece registro também a fundação e expansão de escolas anexas às igrejas que objetivam atuar como agências de alfabetização, formação cultural e de evangelização da população não evangélica.

Nos idos de 1933 o sonho de vivenciar um trabalho missionário do campo maranhense sob a coordenação total do estado gerou o sonho de criação da Convenção Batista Maranhense, fundamentado principalmente na visão e/ou necessidade de expansão da ação missionária no estado que até então era totalmente dependente da Convenção Pará/Maranhão. Esta dependência inibia o avanço do cumprimento do IDE, pois, o estado, embora possuidor do segundo maior litoral do pais, não é constituído somente deste aspecto de limites. E assim, usando-se apenas o acesso por esta via à interiorização do estado, com certeza, o tempo para alcance das mais variadas regiões seria mais demorada e, de igual modo, mais onerosa.

É registrado que no dia 24 (vinte e quatro) de novembro de 1933, às 19:00 horas, reuniram-se os mensageiros das igrejas recomendados a participarem da Assembleia de criação da Convenção Batista Maranhense. Assim, em culto devocional e solene, e por solicitação dos irmãos, sob a égide do Dr. T. B. Stover, a instituição foi criada, e logo em seguida, eleita a primeira diretoria que ficou assim constituída: AdalfredoWanick, presidente; Eurico Calheiros, vice-presidente; Francisca DeluizWanick, primeira secretária; Francisca Rebouças Nobre e Clementina Ferreira, tesoureiras. O presidente recém-eleito procedeu a eleição da diretoria da JUNTA executiva da Convenção Batista Maranhense, a qual ficou assim constituída: AdalfredoWanick, presidente, Eurico Calheiros, vice-presidente; Sadck França, primeiro secretário, Pr. Juvêncio Auzier, segundo secretário; Adelaide Dias de Sá, tesoureira; Idalin Sampaio, Lino Tavares da Silva, Francisco Rebouças Nobre, Maria Botão Mendes e Dr. L.L. Johnson, Vogais[1].

Assim temos vivido, assim temos aprendido, assim temos caminhado. Que DEUS nos abençoe, sempre.

 

HISTÓRICO DA SEGUNDA IGREJA BATISTA

 

A Primeira Igreja Batista

 

Nos idos de 1908, após dezesseis anos de trabalho missionário, o sueco Erik Alfred Nelson, que ficou conhecido como Eurico Nelson, chegou à ilha de São Luís onde, após recuperação de sua saúde, iniciou um trabalho de pregação do evangelho. Assim, passou à divulgação da palavra de salvação, de forma que, passados cinco meses de trabalho, na data de 23 de maio de 1908, foi organizada a Primeira Igreja Batista em solo maranhense. Foi constituída com 09 membros, entre os quais lá estavam os irmãos vindos do Pará, Paulo Barros e Manoel Gomes dos Santos sendo, este último, eleito o primeiro pastor da nova igreja.

 

Criação da Convenção Batista Maranhense

 

Ao Final do ano de 1933, aportou em São Luís, vindo de navio a vapor, o missionário Dr.T.B. Stover, com o propósito de conhecer os obreiros do Maranhão. Acelerou a elaboração do projeto de criação da Convenção Batista Maranhense no intuito de gerir os trabalhos, pois sentia necessidade de crescimento, descentralização e expansão da ação missionária. Tal atitude foi tomada posterior ao conhecimento da dissenção ocorrida entre membros da Primeira Igreja que, no momento de sua organização, integrava a Convenção Pará/Maranhão.

 

 

A Segunda Igreja Batista em São Luís

 

Membros dissidentes da Primeira Igreja, após dezessete anos de conflito que resultou no apartamento das Convenções paraense e maranhense, reuniam-se na residência da irmã Bernadina Costa Silva, situada à Rua Estrada da Vitória, 258, João Paulo, para ali prestarem culto ao Senhor. Mas o desejo dos corações daqueles irmãos era a organização de mais uma igreja batista.

No ano de 1955, o terreno para a construção do templo foi adquirido, de modo que a pedra fundamental foi lançada onde, futuramente entender-se-ia como o local em frente à porta central de acesso ao santuário. No ato memorável, os irmãos depositaram Bíblias, Cantor Cristão, Jornais informativos. Com muita alegria, os membros participavam do mutirão que consistia em descarregar o material de construção comprado em Rosário e transportado de trem para que se desse início a construção do templo.

O Templo foi construído para honra e glória de Deus e, no dia 1º de maio de 1957, a Segunda Igreja Batista de São Luís foi organizada com 51 membros fundadores, sendo 45 advindos da Primeira Igreja Batista de São Luís e 06 membros da igreja Batista de Chapadinha. Em cumprimento à formalidade para organização da igreja, foi constituído o Concílio: Pr. Capitulino Lázaro Amorim-Presidente; Patrício Pereira Gomes - Secretário; Missionário Daniel Luper – Orador.

Durante a programação foi lido o Pacto das Igrejas Batistas e a mensagem anunciada tinha por tema “O QUE É UMA IGREJA BATISTA”.

Após estes atos a nova Igreja recebe oficialmente o nome de SEGUNDA IGREJA.

Na estrutura ativa da Segunda Igreja já estavam em funcionamento a Escola Bíblica Dominical, União de Treinamento, Sociedade de Senhoras, Sociedade de Moças, Mensageiras do Rei e Sociedade de Crianças. Estas organizações fundamentavam o crescimento espiritual da membresia e trabalhavam para o alcance de outros ao conhecimento de Jesus.

Focada no propósito para o qual foi instituída, a Segunda Igreja Batista de São Luis iniciou as ações de expansão da proclamação da palavra de salvação, para tanto se faz mister registrar que no dia 29 de março de 1958, organizou a Igreja Batista Central.

Em 1960, sob a orientação do Missionário Fred Halbrooks, foi oficializada a criação da organização missionária dos Embaixadores do Rei onde, com imensa alegria, aos meninos e adolescentes de nove a dezesseis anos lhes é oportunizado tempo e material fundamentado na Bíblia para conhecer mais de Deus e o compromisso de ser mensageiro do Senhor.

Em cumprimento ao propósito do IDE, a Segunda Igreja Batista de São Luís, em processo de multiplicação na década de 1960, organizou a Igreja Batista Nova Canaã, em 25 de outubro de 1962; a Primeira Igreja de Cajapió, em 03 de abril de 1967; a Igreja Batista do Calvário, em 07 de dezembro de 1967; a Igreja Batista da Alemanha, em 13 de julho de 1969.

Incansavelmente os irmãos caminhavam servindo a Deus com dedicação e com desafios. A Segunda Igreja Batista de São Luís hospedou no período de 24 a 27 de julho de 1960 a 26ª Assembleia da Convenção Batista Maranhense. Este fato se repetiu quando recebeu com alegria a 33ª Assembleia que aconteceu no período de 02 a 04 de novembro de 1967.

Em atenção à necessidade de melhor acolhimento dos irmãos para estudo da palavra e demais fins, a Igreja deu início à campanha de construção denominada EDIFICIO DA FÉ, utilizando o descrito em Apocalipse 21.18 -20. Assim, a Igreja mobilizada concedia à cada pedra citada no versículo um valor significativo e assim os irmãos entregavam a sua contribuição de modo que, em tempo previamente planejado, esperavam ver erguido o almejado edifício.

Evangelizar constituía a meta maior da Segunda Igreja Batista. Para alcançá-la, necessário se fazia a preparação de evangelistas, uma vez que o trabalho ganhava expansão para honra e glória de Deus, o fiel guarda dos homens desde ontem, hoje e para todo sempre.

A Segunda Igreja, com o firme propósito de plantação de igrejas, ação que envolvia toda membresia, teve a alegria de, no dia 22 de junho de 1978, organizar a Igreja Batista Cordeiro de Deus, no bairro Ivar Saldanha.

Os anos de 1980 foram anos profícuos e mais consolidados às ações dos trabalhos de evangelização que se estruturaram ainda mais nesses anos com o lançamento do anteprojeto de evangelização, quando foram realizadas conferências, entrega de literatura nos bairros, culto nos lares, clarinadas evangelísticas em praças públicas, preparação de equipes para fortalecimento dos pontos de pregação, apoio à Campanha Nacional de Evangelização, preparação de equipes para trabalho de evangelização nos presídios, evangelismo pessoal dentre outras. Todas as ações realizadas tinham por propósito trabalhar a membresia quanto ao compromisso de levar as pessoas a conhecerem Jesus Cristo como Salvador.

Tivemos mais uma década abençoada como discípulos do Senhor Jesus, pois vimos a multiplicação e expansão da obra com as organizações das Igrejas a seguir: Igreja Batista em Itapecuru Mirim, organizada em 21 de julho de 1982; Igreja Batista do Coroadinho, organizada em 14 de abril de 1984; Primeira Igreja Batista em Mirinzal, organizada em 11 de outubro de 1986, e Igreja Batista em Vila Palmeira, organizada em 18 de julho de 1987. Necessário se faz parafrasear Salmos 126.3: “Grandes coisas fez o Senhor pela SIB nestes anos por isso ela se alegra”.

Nos anos que compõem a década de 1990, o propósito da igreja foi marcado com a decisão de marchar com confiança, sempre em uma expectativa de crescimento, pois portas abriam-se e a igreja vislumbrava novos horizontes. Assim, foram promovidas séries de estudos focadas nos problemas da família e daí resultou a implantação de 08 (oito) núcleos bíblicos em residências.

Observando a necessidade de prosseguimento ao cumprimento de conclusão do prédio Edifício da Fé, a igreja volta à ação de construção, e assim o prédio foi ampliado.

O foco para Evangelismo era sempre mantido em alta, e assim, mais uma vez, a igreja participa do treinamento para o NEBS ministrado pelo Pr. Jedaías Ferreira de Azevedo, sendo implantados 06 núcleos nos lares. Outro acontecimento importante foi a Semana de Conferência que teve como Preletor o Pr. Manoel Nascimento, o apascentador da Igreja Batista Central.

Alguns atos merecem registro nesta década: Ingresso na Associação da Grande São Luís; Oficialização da Diretoria do grupo de Ação Missionária à União Masculina Missionária; Aprovação do Estatuto da Fundação Batista de Educação e Ação Social, e criação da educação secular denominada Colégio Batista Domingas Magalhães Cardoso.

Agradecidos somos a DEUS pelos pastores, irmãos evangelistas e líderes pelos trabalhos feitos por estes à causa do Mestre. Também aqui fomos abençoados quando o Senhor, por compaixão e graça, nos concedeu a oportunidade de organizar a Igreja Batista Betel em 1º de dezembro de 1990, no bairro Jordoa; a Igreja Batista em Pindaré Mirim, no dia 26 de junho de 1992; a Igreja Batista Adonai, no dia 08 de dezembro de 1992, Vila Operária; a Primeira Igreja Batista Indígena, em 09 de junho de 1994, no então povoado Arame; e a Igreja Batista Nova Vida, em 26 de dezembro de 1998.

Outro fato histórico foi a celebração do Jubileu de Esmeralda – quarenta (40) anos. Nesta data, considerando que o IDE constitui nossa missão, foi realizada uma Cruzada Evangelística no ginásio Castelinho. O proclamador da Palavra foi o Pr. Miguel esposo da cantora Denise, responsável pelo enlevo espiritual.

No ano de 1994 a Segunda Igreja Batista solicitou formação de Concílio como fim de examinar o irmão Enoc Almeida Vieira, candidato ao Ministério da Palavra.

Desta sorte, o Concílio reuniu-se em 21 de junho, e ficou assim a Constituição do Conselho: Pr. José Oliveira dos Reis- Presidente; Pr. Manoel Alves Vasconcelos – Secretário; Pr. José William Campelo – Examinador. Pastores presentes quando da realização do Concílio: Pr. Jedaías Ferreira de Azevedo, Pr. Elizeu Martins Fernandes, Pr. José Anilson Granjeiro, Pr. José Francisco Alves filho, Pr. David Delmison Sá Pereira, Pr. Nestor de Jesus Melo, Pr. Bento Paiva Bezerra e Pr. José Ribamar Lacerda - Orador que falou utilizando o tema “O Ministério Pastoral Contemporâneo”. Outras realizações que merecem registros são: Conclusão da construção do Edifício da Fé, envolvimento da membresia nos diversos ministérios denominados pela igreja, como oportunidade de autorrealização na obra do Senhor; I Congresso da Terceira Idade; Cruzada evangelística para crianças; realização de dois (02 ) momentos de Escola Bíblica Dominical em razão do espaço existente que não acomodava a membresia em um mesmo horário; Implantação da Ação: Missões da Igreja local – MIL; Plantação de novas Igrejas na década de 2000: Igreja Batista Monte Moriá, em30 de março de 2001; Igreja Batista Elioenai, em 30 de junho de 2001;Igreja Batista Manancial, em 07 de julho de 2001; Igreja Batista Novo Alvorecer, em 29 de dezembro de 2001; Igreja Batista Fonte de Vida, em 10 de julho de 2004.

No ano de 2007, o Jubileu de ouro da SIB contemplou 365 dias de expressão de gratidão a DEUS pelos 50 anos de lutas e vitórias. A DEUS somos imensamente agradecidos por toda experiência que tivemos como Igreja do Senhor para nesta data ter construído nossa HISTÓRIA DE FÉ.

Em contínua atenção à missão que nos foi dada pelo Senhor Jesus, a ação de testemunhar do Senhor Jesus não cessa e a SIB marcha na sua contínua decisão de anunciar CRISTO, o SALVADOR e plantar igrejas. Assim, foram organizadas as seguintes igrejas: Igreja Batista Centenário, em 20 de janeiro de 2008, ano de comemoração de 100 anos de propagação da Palavra de Salvação no estado do Maranhão; Igreja Batista Manancial (Quebra Pote), em 20 de outubro de 2012.

A Segunda Igreja Batista – SIB, nestes 60 anos de profícuo trabalho em cumprimento do IDE, através das Organizações missionárias, traz à lume o registro do trabalho de evangelização nas frentes missionárias e congregação até a plantação de Igrejas. Revisitando a memória, citamos:

Diácono Augusto Ataíde Ramos, Manoel Mariano de Araújo, Gerson Ataíde Ramos, Silas Malheiros, Diácono João Crisóstomo de Sousa, Murilo Costa e Silva, Diácono Domingos Tiago Cardoso, Diácono Gregório Raposo, Diácono Jose Ribamar Farias, Francisco Ramos Farias, Diácono Manoel Pereira Martins, Jonas Carlos da Silva, Regino Benedito Farias, Wilson Monteiro Oliveira, Bernardo Cutrim , Juraci Costa da Silva, Vivaldo Pantaleão Cordeiro, Zenilro Pereira, Roque de Jesus Oliveira, José Ribamar Batista de Sousa, Silvestre de Sousa. Merece destaque também a irmã Domingas Magalhães Cardoso, grande evangelista membro da Segunda Igreja, que não perdia uma oportunidade para anunciar Cristo como Salvador. Este reconhecimento veio a estabelecer-se ao dar-se o nome desta irmã à escola criada por esta igreja.

Os irmãos mais experientes ensinaram os mais moços, e dentre estes alguns, em atendimento ao chamado do mestre, seguiram ao preparo missionário, e hoje exercem o pastoreio de Igrejas.

Atualmente a Segunda Igreja Batista de São Luís – SIB vivencia a expansão do evangelho em Vila Vitoria, em Maracanã, e, na frente missionária em Rio Grande.

      

Desde julho de 2014 está a frente da Igreja o pastor Anderson Carlos Guimarães Cavalcanti, um ministro jovem, com sonhos e planos de expansão para igreja. Nestes quatro anos, implantou a visão multiplicadora, redefiniu os ministérios, ampliou a ligação entre igreja e Seminário de São Luís e está disponível para o agir de Deus na sua vida e na vida da Igreja.

E no ano de 2017 foram compartilhados muitos sonhos e desafios. O Ano do Jubileu de Diamante, ano de celebração dos 60 anos da SIB, de gratidão e de renovação diante do nosso Deus o compromisso de servi-lo e testemunho do Seu amor a todos, pois somos chamados a anunciar o Reino com o Poder de Deus. Foi um momento celebrativo e ímpar na vida da Segunda Igreja.

Assim podemos dizer: Glórias a Deus, pois “Grandes coisas fez o Senhor por nós, por isso estamos alegres”. Salmo 126:3

 

 

MINISTÉRIO PASTORAL – 1957 a 2018

 

1957 a 1962 - Pr. Waldomiro Luiz de Sousa

1962 – Augusto Ataíde Ramos

1963 – Pr. WyattPark (Interino)

1964 – Pr. Antônio Rocha Sobrinho

1964 – Pr. Nelson Silva Amaral

1970 – Pr. Zacarias Ferreira Lima

1974 – Diácono Murilo Costa Silva (Presidente)

1974 – Pr. Nelson Silva Amaral

1984 – Regino Benedito Farias (Vice Moderador)

1985 – Jonas Carlos da Silva (Vice Moderador)

1985 – Pr. Elizeu Martins Fernandes

1991 – Pr. Jose Ribamar Lacerda

1993 – Wilson Monteiro Oliveira (Vice Moderador)

1993 – Pr. José Oliveira dos Reis (Pr. Interino)

1994 – Juraci Costa da Silva

1994 – Pr. Enoc Almeida Vieira

2014 – Pr. Anderson Carlos Guimarães Cavalcanti

 

[1] Vogais era o termo que se utilizava para suplentes.